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5 Mulheres Equatorianas Para Escutar Agora

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A cantora equatoriana Fiebre. Foto de Sara Jarrín

Texto: Marina Cananda, da Radio Color

Dando continuidade à nossa parceria com a Radio Color, site que incentiva e fomenta a música independente na América Latina, convidamos a equipe do projeto para escrever um texto especial sobre a música equatoriana, em celebração ao dia da tradicional festa da La Mama Negra. Leia abaixo:

Neste mês, entre os dias 23 e 24 de setembro, se celebra no Equador, mais precisamente na cidade de Latacunga — onde se localiza o Cotopaxi, um dos vulcões mais altos do planeta –, uma festa que se tornou culturalmente significativa em todo o país: “La Mama Negra”, também conhecida como Santíssima Tragédia, é um momento de render homenagem e gratidão à Virgen de las Mercedes, que, segundo a tradição oral equatoriana, foi responsável por proteger o povo da cidade e parar a erupção do Cotopaxi em 1742.  

“Apegados à imagem da Virgem de Las Mercedes, os paroquianos imploraram pela calma do colosso. A destruição cessou e o povo Latacungueño interpretou o fenômeno a partir da fé de quem sofreu; muitos disseram que viram a Virgem levantar o braço direito para deter as forças da natureza”

Texto de Byron Burbano, edição nº 37 da revista Ecuador Terra Incógnita, ano 2005

Desde então, sua representação se dissipa na história do país em uma interessante simbiose de culturas populares mestiças, pagãs, religiosas, aborígenes, africanas e espanholas, dando à celebração e ao povo equatoriano uma característica muito apaixonante. 

Essa amálgama de culturas e representações também se reflete no cenário musical equatoriano, que apresenta uma diversidade tão grande quanto suas raízes culturais. Como homenagem à figura feminina exaltada na festa da Mama Negra, símbolo de força, proteção e ancestralidade, trouxemos cinco mulheres equatorianas do mundo da música que você precisa conhecer:

1) Paola Navarrete

Cantora equatoriana que se destaca por sua voz e capacidade de criar atmosferas únicas. Nascida em Guayaquil, mas residente em Quito, Paola tem dois álbuns: Ficción (2015) e Verde Fugaz (2018). Este último representou uma clara mudança de direção em seu som, uma evolução que trabalhou a seu favor e ajudou a dar-lhe um estilo mais confiante e menos inocente. Suas canções começaram a ganhar força e ficar um pouco mais completas, enquanto ela emergia como a rainha do pop alternativo no Equador.

2) Neoma

Neoma (nome de origem grega que significa “Lua Nova”) é como é artisticamente conhecida Carla Huiracocha, a jovem da cidade de Cuenca que com apenas 19 anos lançou  seu primeiro disco, intitulado Real (2019).

Neoma alcançou o topo das paradas musicais equatorianas com vários singles de seu álbum e tem sido uma das maiores artistas e expoentes da cena indie equatoriana. 

3) Mariela Condo

Cantora indígena equatoriana, nascida em Cacha-Puruhá,  comunidade indígena da província de Chimborazo, nas terras altas do sul do Equador — lugar de velhos eremitas e cantores inveterados que vão tecendo, entre cada música, uma profunda história artística. 

A curiosidade pela música de Mariela começou cedo, tendo ela aprendido, desde pequena, canções para acompanhá-la e embalar sua infância. Sua vida transcorreu entre diversas atividades culturais, recitais, encontros musicais, cantatas infantis; além de participar como membro de vários grupos corais: experiências profundas que forjaram sua voz e sua personalidade musical. 

Durante a vida universitária, Mariela desenvolveu seu primeiro disco, Shuk shimi, waranka shimi (2008), compilando vários sons, inclusive canções de seus avós, na língua quíchua (para lembrar sua língua nativa, que ela deixou de praticar aos sete anos). Cinco anos depois, desenvolveu seu segundo álbum, Vengo a Ver (2013), no qual sua profunda busca interior se reflete. Seu último lançamento foi o disco Al Viento, vol. 1, em fevereiro de 2020.

4) Domē Palma

Projeto musical solo da cantora Doménica Palma, da cidade de Guayaquil. Seu instrumento inicial foi a voz, que começou a educá-la aos oito anos no coro de sua escola. Aos 21 anos, no ano 2015, lançou seu primeiro EP Todo Aqui, com músicas de gênero que ela prefere não definir, mas que está algo entre o folk experimental e o alternativo. Em 2021, lançou o single dançante “Kickklapp”.

5) Fiebre

Fiebre é o novo projeto da artista multidisciplinar equatoriana Fernanda Bertero, que além de cantora, é também artista visual, diretora de arte e estilista. Esses três ramos das artes conseguem materializar o seu estilo, que se espalha por um autêntico universo visual com um conteúdo conceitual lúdico. Lançou neste ano seu incrível álbum debut Petróleo (2021), caracterizado pela mescla de estilos e idiomas. ]

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